As formas de corrosão

Um estudo de 17 anos atrás da NACE (National Association of Corrosion Engineers – importante associação da área) estimou que apenas nos EUA são gastos por ano mais de 270 bilhões de dólares com corrosão. Por esse e outros motivos esse é um assunto muito importante para a engenharia de materiais.

Aqui no blog já falamos sobre porque os metais sofrem corrosão e também sobre se o alumínio tem problema com corrosão. Hoje iremos falar sobre as formas de corrosão, que nada mais é do que a classificação em relação a aparência e morfologia.

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A engenharia de materiais e a valorização de resíduos

No processamento de matérias-primas são gerados inúmeros resíduos, assim como no descarte do produto final, que em sua maioria é apenas descartado e não é visto como uma fonte de matéria-prima, como deveria ser. Você já parou para pensar quantas toneladas de matéria-prima não renováveis são extraídas todos os anos? E quantas toneladas de materiais descartados todos os anos? Assim perdemos uma grande fonte de materiais!

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Material conduz eletricidade sem conduzir calor

Geralmente bons condutores elétricos são bons condutores térmicos, visto que a maioria dos metais essa relação entre condutividade elétrica e temperatura é governada pela Lei de Wiedemann-Franz. Entretanto, pesquisadores do Berkeley Lab encontraram um material que não segue essa lei.

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Fonte imagem: Junqiao Wu/Berkeley Lab

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Liga com efeito de memória de forma pode ajudar em viagens espaciais

A principal característica de materiais com efeito de memória de forma é a possibilidade de retorno a sua forma original quando o objeto for deformado plasticamente. A volta à forma original geralmente é obtida através do aquecimento do material, como pode ser visto nesse post aqui.

Entretanto, para o material ThCr2Si2 o objeto terá sua forma alterada sob efeito de baixas temperaturas. Essa pesquisa é uma colaboração entre a University of Connecticut, Colorado State University e Iowa State University.

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Novo revestimento promete ajudar no descongelamento de aviões

Nessa época do ano é muito comum ler notícias ou ver fotos de neve nos países da europa ou nos Estados Unidos, por exemplo. Porém esse cenário tão bonito com a neve trás alguns problemas para o cotidiano, como por exemplo os aviões precisam ser descongelados, como no vídeo abaixo.

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4 materiais inventados pela NASA

É certo que nos 58 anos de existência da NASA (National Aeronautics and Space Administration) foram realizadas muitas pesquisas e foram desenvolvidos muitos materiais que não só auxiliaram a indústria espacial, mas que também tornaram-se presentes no nosso cotidiano. Por isso hoje iremos citar e comentar sobre alguns materiais desenvolvidos pela NASA e que são amplamente utilizados.

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Por que a reciclagem do alumínio é importante?

A primeira vez que o mundo viu latinhas de alumínio serem utilizadas comercialmente foi em 1964 pela empresa Royal Crown Cola e em pouco tempo essa ideia se difundiu.

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Isso ocorreu, porque o alumínio possui vários benefícios em relação a preservação da comida, como por exemplo, proteção contra luz, oxigênio, umidade e outros contaminantes. Além disso, das embalagens conhecidas hoje, é a que promove maior tempo de conservação do alimento e também são resistentes a corrosão (Alumínio tem problemas com corrosão?). Lembrando que as embalagens de alumínio não fazem apenas parte da indústria alimentícia, entre outras, ela também é muito utilizada na indústria farmacêutica e de cosméticos.

Ademais, outra vantagem muito importante do alumínio é que ele pode ser facilmente reciclado. As latas de alumínio após o uso pelo consumir final vão para um centro de coleta e reciclagem, onde são prensadas e então fundidas. Após a fundição, é feito o lingotamento, processo o qual que permite que o metal fundido se solidifique em uma forma específica, como em blocos ou em tarugos. Então, o material é laminado e está pronto para se transformar em novas latinhas.

O material de uma lata pode ser reciclado inúmeras vezes, na verdade, estimasse que 75% de todo o alumínio já produzido nos Estados Unidos ainda é utilizado hoje em dia. Ainda mais, a reciclagem do alumínio economiza mais de 90% de energia que seria necessária para se produzir um novo metal a partir da bauxita.

 

Curiosidade

Você já ouviu falar sobre a “lenda urbana” que fala que lacres das latinhas de alumínio podem ser trocados por cadeiras de rodas? Então, não tem nada de lenda nisso! A verdade é que existem inúmeros projetos, como o “Lacre, Amigo”, que recebem doações de lacres de alumínio e trocam por cadeiras de rodas para para pessoas que precisam.

Mas por que o lacre?

Se a gente doasse latinhas de alumínio seria muito mais fácil, não? Pois a quantidade de alumínio seria muito maior. Porém, quem vai querer guardar 1000 latinhas de alumínio em casa sendo que seria equivalente encher 10 garrafas pets (2l) de lacres? Muito menos volume é necessário!

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Desde 2012 já foram doadas mais de 130 cadeiras de rodas no Estado de Santa Catarina. Você também pode contribuir com essa campanha no seu estado e ajudar muitas pessoas, basta guardar os lacres de alumínio (não esqueça de pedir para os amigos!) e levar em um centro de coleta.

Confira os centros de coleta no site!

Referências:

Hosford, William F. and John L. Duncan. “The Aluminum Beverage Can.” Scientific American, September 1994, pp. 48-53.

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The Benefits of Aluminum Recycling

 

 

Você sabe o que são materiais auxéticos?

Os materiais auxéticos são aqueles que possuem uma compressibilidade negativa, ou seja, eles possuem um coeficiente de poisson negativo. Isso significa que eles têm o seu volume aumentado quando for aplicada uma força de compressão.

Anteriormente, assumia-se que o coeficiente de poisson, que é a medida de deformação transversal de um material, não poderia ser alterada e que a maioria apresentava um coeficiente positivo entre +0,22 e +0,33. Porém nos últimos anos foi descoberto que sim, um material pode ter um coeficiente negativo e isso é possível quando se altera a estrutura do material e os mecanismos de deformação dele.

Esses materiais podem ser poliméricos, metálicos, compósitos ou cerâmicos e também podem possuir diferentes estruturas entre eles. Exemplos de materiais que demonstram esse comportamento são cristobalita alfa e quartzo alfa, em certas direções e também em certas temperaturas. Um exemplo também de um polímero natural que pode ser auxético é a celulose cristalina, em uma forma definida.

Na Academia Polonesa de Ciências foi descoberto um material chamado amidoborano de sódio [Na(NH2BH3)]. A compressibilidade negativa desse material é maior do que qualquer outro material já estudado (10%) e além disso o comportamento desse materials ocorre de forma brusca. Ademais uma das características que mais chamam atenção do material é que a compressibilidade é de natureza química e não física, ou seja, ocorre o alongamento das ligações químicas entre o nitrogênio e o boro e também entre o nitrogênio e o hidrogênio.

As possíveis aplicações para os materiais auxéticos são colete à prova de balas e implantes ou sondas para abrir vasos sanguíneos. Você conseguiu pensar em mais alguma?

 

Referências:

Colete à prova de balas ativo funcionará como airbag

Materiais auxéticos tornam-se mais grossos quando são esticados

An Introduction to Auxetic Materials: an Interview with Professor Andrew Alderson

Aluna de materiais do IME vence competição global “Desafio do Grafeno”

Essa notícia foi publicada originalmente por: Sandvik: Anunciada a vencedora da competição global “Desafio do Grafeno”.

A Sandvik Coromant tem o prazer de anunciar a vencedora do Desafio do Grafeno. A competição, que foi realizada de abril a maio de 2016, convidou pessoas de todo o mundo a apresentar ideias de inovações sustentáveis feita com grafeno e que pudessem revolucionar as casas modernas. 

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Nadia Ayad

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